segunda-feira, 24 de maio de 2010

Dois Pesos e Duas Medidas

segunda-feira, 24 de maio de 2010
Dois pesos e duas medidas
Pois é, o governo Lula é um governo neoliberal e teve intenções mais do que eleitorais no acordo que promoveu entre Irã, Brasil e Turquia. Mas em época de eleição, mesmo considerando que Lula não tem nada de socialista, a direita tradicional vem à tona com seu anticomunismo. Os comentários sobre o acordo são os piores possíveis e, sempre em defesa da posição dos EUA de retaliar o Irã. E não se trata aqui de defender o Irã, mas de denunciar o papel, cada vez mais entreguista da imprensa brasileira. A globo por exemplo, no programa da globonews que tratou do assunto, apresentado por Willian Wack, colocou como debatedores 3 cientistas políticos, pró FHC e o próprio apresentador, defendendo a retaliação e mostrando a inocencia da posição brasileira. No Fantástico, Marcelo Madureira, o caceta peesedebista, aproveitou sua visita "cidadã" ao Irã, para descarregar comentários anticomunistas. É legítimo que sejam anticomunistas, mas deviam ser mais honestos, afinal de contas, durante todo esse tempo, Lula não os deixou na mão, aplicou as mesmas políticas que eles defendem e ainda conseguiu barrar parte da luta dos trabalhadores. Por outro lado, nada se diz, sobre a posição de Israel de impedir o linguista Noam Chomski, de fazer palestra na Universidade de Bir Zeit, na Cisjordania. Para essa imprensa, enquanto o Irã está entre os ruins, Israel é uma democracia plena. Perseguir palestinos e impedir o livre pensamento, para eles, são detalhes.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

13 de Maio - É preciso educar pelo fim do preconceito e da discriminação

Há tempos, muitas escolas não tem tratado o dia 13 de Maio, como dia de Libertação dos Escravos. Não tem afirmado também que a Princesa Isabel foi a autora dessa libertação tardia. Mas há exceções, apesar de ter melhorado. Algumas somente trocaram os heróis, deixaram de falar de Isabel e passaram a tratar como Herói, Zumbi dos Palmares.
Quando a intenção é falar de Raça e Gênero, acrescentam Dandara, entre as heroínas. Não há comparação entre a nobre Isabel e os dois outros que são líderes importantes para a causa da negritude, das mulheres e também para a luta de classes. Porém, sou daqueles que acredita que não há heróis na história. O movimento vivo, na época da escravidão e hoje, é que faz as lideranças, não há história individual, por isso não devemos trocar de heróis. Já dizia o cronista "Triste do Povo que precisa de Heróis".
Nosso papel, ao trabalhar com educação, é discutir o processo histórico, para que os indivíduos se sintam parte dele e responsáveis pela contetação do status quo. Ou seja, no caso da escravidão, deve-se entender que foram os escravos que lutaram pela sua libertação. Esse processo, formou quilombos e que, o maior deles, o de Palmares, teve um líder que organizou, junto com outros a luta contra a escravidão, escorado nos quase cem mil moradores do quilombo, durante vários anos. Assim também fez Dandara, ou antes deles, Ganga Zumba (Não podemos negar seu papel histórico). Mas a luta coletiva é que impulsionou o processo e que obrigou os fazendeiros, a igreja, e a nobreza, na figura da Princesa Isabel, a assinar a Lei Aurea.
É importantes saber que essa lei não libertou os escravos, tanto que a luta pela igualdade continua até hoje.

sábado, 1 de maio de 2010

1o de Maio - dia dos Trabalhadores

Como nos últimos anos, as centrais sindicais atreladas ao patrão como a CUT, Força Sindical, CTB, CGT, CGTB, Nova Central e outras comemoraram o "Dia do Trabalho". Os meios de comunicação burgueses mostraram as festas e reafirmaram o dia do trabalho, como se não hovesse crise e como se os patrões não esfolassem a classe trabalhadora. Boa parte dos recursos para bancar essas festas vieram de governos e patrões. Não temos nada contra festas, mas nesse caso devemos reafirmar o Dia do Trabalhador, como foi feito na Praça da Sé. Não aglutinamos muitos, não foi a mais festiva, não foi o maior exemplo de unidade política. Mas lá estavama aqueles que ainda acreditam no socialismo e na luta dos trabalhadores. Os meios de comunicação burgueses, logicamente não divulgaram. Não tem problema. Continuamos insistindo e lembrando aqueles que tombaram para que o dia 1o de maio seja lembrado como dia de luta dos trabalhadores e não do trabalho, como insistem os festeiros patronais.