Há tempos, muitas escolas não tem tratado o dia 13 de Maio, como dia de Libertação dos Escravos. Não tem afirmado também que a Princesa Isabel foi a autora dessa libertação tardia. Mas há exceções, apesar de ter melhorado. Algumas somente trocaram os heróis, deixaram de falar de Isabel e passaram a tratar como Herói, Zumbi dos Palmares.
Quando a intenção é falar de Raça e Gênero, acrescentam Dandara, entre as heroínas. Não há comparação entre a nobre Isabel e os dois outros que são líderes importantes para a causa da negritude, das mulheres e também para a luta de classes. Porém, sou daqueles que acredita que não há heróis na história. O movimento vivo, na época da escravidão e hoje, é que faz as lideranças, não há história individual, por isso não devemos trocar de heróis. Já dizia o cronista "Triste do Povo que precisa de Heróis".
Nosso papel, ao trabalhar com educação, é discutir o processo histórico, para que os indivíduos se sintam parte dele e responsáveis pela contetação do status quo. Ou seja, no caso da escravidão, deve-se entender que foram os escravos que lutaram pela sua libertação. Esse processo, formou quilombos e que, o maior deles, o de Palmares, teve um líder que organizou, junto com outros a luta contra a escravidão, escorado nos quase cem mil moradores do quilombo, durante vários anos. Assim também fez Dandara, ou antes deles, Ganga Zumba (Não podemos negar seu papel histórico). Mas a luta coletiva é que impulsionou o processo e que obrigou os fazendeiros, a igreja, e a nobreza, na figura da Princesa Isabel, a assinar a Lei Aurea.
É importantes saber que essa lei não libertou os escravos, tanto que a luta pela igualdade continua até hoje.
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